sexta-feira, 6 de maio de 2016

2016 - Imagens da escola vista pela parte de cima






2016 - Alunos do Projeto Almanaque da Nascente em ação

Foto tirada no pátio externo da escola

Alunos saindo para colocar as plaquinhas identificatórias das árvores do projeto confeccionadas com de EVA



Gabriel Castilho do 7ºano

Colocando a plaquinha no Ipê Branco da turma do 2ºB



Colocando a plaquinha na Castanha do Maranhão na árvore do 7ºA



Indo em direção a árvore SUINÃ do 8ºC



Colocando a plaquinha na árvore FARINHA SECA do 2ºC



Colocando a Plaquinha na árvore SUINÃ do 8ºC





Colocando a plaquinha na árvore CEREJA DO MATO  da turma do  8ºB


Colocando a plaquinha na árvore PALMEIRA JERIVÁ  turma do 6ºB



Colocando a plaquinha na árvore SABÃO DE SOLDADO da turma do 8ºD








Imagem das árvores da área do estacionamento

Alunas Letícia Cristine e Geovana do 7ºC com a prof. Sandra Dinamarco da Sala de Leitura

2016 - Início do Projeto Almanaque da Nascente - Conheçam o projeto na íntegra

Projeto: ALMANAQUE DA NASCENTE - 2016

PÚBLICO ALVO: ANOS INICIAIS E FINAIS
DURAÇÃO: Ano letivo de 2016
JUSTIFICATIVA: No ano de 2016 a nossa escola vai completar 10 anos do projeto Florescendo a vida, ou seja 10 anos de cuidados com a nascente. Desde essa época foi feito um trabalho sistemático de plantios de árvores da Mata Atlântica, análise da água e limpeza da área da nascente e estudo pelos alunos sobre suas árvores. Em 2011 iniciamos uma atividade chamada Trilha da Nascente com o objetivo de Levar adiante o projeto Florescendo a vida. Integrar a escola no cuidado com a nascente através do apadrinhamento das árvores pelas  turmas da escola. Porém em 2013 fizemos um projeto ousado, plantamos uma árvore diferente com cada turma. Foram 28 árvores diferentes a serem estudadas, cuidadas e replantadas até 2021 quando as 3 turmas do 1ºano estarão no 9ºano. Cada turma de 9ºano que sai deixará até 2010 para as turmas de 1º ano que entrarem continuarem o estudo e cuidado com as árvores. E em 2014 confeccionamos 28 almanaques para as 28 turmas com o nome da árvore da turma na capa do almanaque, com o histórico do projeto. Esse almanaque tem como objetivo fazer o registro das atividades de cada turma concernente aos estudos e cuidados da sua árvore. Registrar o crescimento, a evolução da turma junto com sua árvore. E é justamente nesse contexto que entra o projeto Almanaque da nascente, auxiliar as turmas no trabalho dos registros dos trabalhos realizados pelas turmas.
INTRODUÇÃO: Neste projeto propomos o ensino por investigação, de maneira que os estudantes venham a interagir, explorar e experimentar o mundo natural. Eles serão inseridos em processos investigativos, envolvendo-se na própria aprendizagem, construindo questões, elaborando hipóteses, analisando evidências, tirando conclusões e comunicando resultados.
A pesquisa será feita observando-se toda à área da nascente, se está bem cuidada ou com lixo, as árvores, os animais e o que ela oferece para a escola, como a escola aproveita esse espaço.
 A pesquisa acontecerá em contato direto com a natureza, usando o Bosque Florescendo a Vida como um laboratório. Acredita-se que tudo isso favorecerá o aluno a ficar motivado e interessado, facilitando que aconteça a aprendizagem. De acordo com Daniel Goleman, os alunos que se sentem motivados, gostam e se divertem enquanto aprendem saem-se melhor.
A esse respeito, Daniel Goleman escreve:
                       
“A capacidade de entrar em fluxo é inteligência emocional no ponto mais alto; o fluxo representa, talvez, a última palavra na canalização das emoções à serviço do desempenho e aprendizado. Fluir é uma experiência gloriosa: o sinal característico do fluxo é uma sensação de alegria espontânea, e mesmo de êxtase. Por ser tão bom, é intrinsecamente compensador. É um estado em que as pessoas ficam absolutamente absortas no que estão fazendo, dando atenção exclusiva à tarefa, a consciência em fusão com os atos.” ( Daniel
Goleman,2012 _Inteligência emocional: a teoria revolucionária que define o que é ser inteligente.)

O psicólogo Howard Gardner que criou a teoria de inteligências múltiplas acredita que em vez de usar ameaças ou promessas de recompensa, uma maneira mais saudável de ensinar e mobilizando o fluxo e os estados positivos que o caracterizam.
Para formar pensadores, pesquisadores e produtores de conhecimento, é necessário propor momentos em que o educando faça perguntas sobre o conteúdo de aprendizagem. Em seguida ele inicia a pesquisa de campo observando os fatos e fenômenos, como acontece na realidade, coleta os dados necessários para responder a pergunta, depois faz pesquisa em portadores científicos consistentes. Por fim examina, estuda os dados de maneira que consiga entender, explicar e responder a pergunta, ou o problema pesquisado. Desse modo o aluno aprende a perguntar, a levantar hipóteses, a investigar, a observar, a planejar, interpretar dados, refletir, criticar e construir explicações que respondam as suas perguntas. Sobre esse assunto, Augusto Curry escreve:

“O sistema educacional que se arrasta por séculos, embora possua professores com elevada dignidade, possui teorias que não compreendem muito nem o funcionamento multifocal da mente humana nem o processo de construção dos pensamentos. Por isso, enfileira os alunos nas salas de aula e os transforma em espectadores passivos do conhecimento e não em agentes do processo educacional.” (Augusto Curry _ Inteligência multifocal)


Quando o estudante participa esse processo deixa de ter somente dúvidas, desenvolve a capacidade de tomar decisões, passando a ser construtor de conhecimento e não somente o que recebe o conhecimento pronto. De acordo com Augusto Curry:
“Um dos maiores erros da educação clássica, que bloqueia a formação de pensadores, foi e tem sido o de transmitir o conhecimento pronto, acabado, sem evidenciar o seu processo de produção, o seu rosto histórico.” (Augusto Curry _ Inteligência multifocal)


De acordo com Augusto Curry _ Inteligência multifocal, o conhecimento produzido deve ser reciclado e reorganizado continuamente, sendo por isso a arte de perguntar até mais importante que a arte de responder.
Em nosso atual sistema educacional, devido a diversos fatores, praticamente inexiste o trabalho interdisciplinar. 
Aliás, a esse respeito, Japiassu assim escreve:

Todavia, o interdisciplinar deve responder a certas exigências: a criação de uma nova inteligência e de uma razão aberta, capazes de formar uma nova espécie de cientistas e de educadores, utilizando uma pedagogia nova, etc. (Japiassu, 1995)
Diante da necessidade de proporcionar momentos de aprendizagem significativa, acreditamos ser necessário o encontro do estudante com atividades de caráter investigativo, que é uma estratégia, que utilizaremos durante o projeto Almanaque da Nascente, para diversificar as práticas no cotidiano escolar.
Aprendendo a investigar o educando aprenderá a observar, planejar, levantar hipóteses, realizar medidas, interpretar dados, refletir e construir explicações.
O ensino por investigação englobará atividades centradas na criança, que possibilitará o desenvolvimento de variadas habilidades como, autonomia e capacidade de tomar decisões, de avaliar e de resolver problemas.

O aluno terá uma pergunta, uma dúvida, uma questão, e terá que sair da sua zona de conforto, indo de encontro ao conhecimento, que será construído e confrontado, a todo momento, durante as atividades desenvolvidas no projeto.

De acordo com Carvalho et al. (2004), uma atividade investigativa  deve levar o aluno a refletir, a discutir, a explicar e a relatar seu trabalho aos colegas. Ela não pode se reduzir a uma mera observação ou manipulação de dados. Por isso durante o projeto acontecerão momentos tanto de observação e manipulação de dados como também de reflexão, discussão e explicação da investigação aos colegas.

O aluno constrói seu conhecimento, a partir da do relato sobre o que fez, da  discussão sobre as divergências, do confronto de diferentes pontos de vista e de novas questões que surjam.
Augusto Curry _ Inteligência multifocal,  fala sobre A "tríade de arte da pesquisa" (arte da pergunta, arte da dúvida e arte da crítica),  e a busca do caos intelectual serem os ingredientes básicos para se formarem pensadores em qualquer área da ciência.


OBJETIVO GERAL: Espera-se no decorrer do projeto que os alunos  envolvidos , observem, interfiram e registrem no almanaque acontecimentos referentes às árvores plantadas pelas turmas em 2013 e apresentem bimestralmente o trabalho desenvolvido.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
·         Dar ciência sobre a existência e localização da nascente no interior da nossa escola;
·         Dar continuidade aos cuidados necessários a área da nascente
·         Conscientizar sobre a importância do meio ambiente como um todo;
·         Incorporar valores como respeito ao próximo e ao meio em que ele vive;

AÇÕES:
A seguir, apresentam-se algumas ações que farão parte do projeto:
1.    Explorar as ideias que os alunos têm a respeito da APP (Área de Preservação Permanente) que é a área da nascente, das árvores ali plantadas, do porque do plantio delas, e muitas outras perguntas que serão consideradas problemas, questões não compreendidas por eles.
2.    Levantar hipóteses sobre possíveis respostas para esse problema e, também, sobre possíveis procedimentos para se chegar a uma solução satisfatória.
3.    Formular questões, perguntas que os instigue e os oriente durante o projeto. Problematizar.
4.    Registrar as perguntas e hipóteses no Almanaque.
5.    Investigar a área da nascente, as árvores e anotar no Almanaque, na ficha de observação, e com fotos o que entende como resposta as perguntas.
6.    Pesquisar em livros, na internet, e em outros portadores, sobre o assunto.
7.    Registrar, colar a pesquisa no Almanaque.
8.    Dialogar e confrontar os resultados das pesquisas. Durante as discussões os alunos serão incentivados a registrar (no Almanaque), fazer observações e desenvolver reflexões, relatos e argumentações sobre o fenômeno investigado e propor novas questões.
9.    Registrar todo o processo de pesquisa e os resultados no Almanaque.
10. Apresentar o resultado da pesquisa a todos os estudantes da turma.



AVALIAÇÃO
Bimestralmente apresentação para as turmas das atividades registradas no almanaque.
Gincana de saberes no segundo semestre com a escola toda, sobre os assuntos  estudados durante o ano.









sexta-feira, 22 de abril de 2016